Xingu Solar: Os efeitos do uso da energia solar no Território Indígena

Após a instalação de painéis solares, 53% dos indígenas com essas fontes de energia sentiram-se mais seguros no atendimento médico de urgência contra 24% sem energia solar. Também 43% das aldeias tiveram escolas que disponibilizam ensino noturno, número maior do que as sem o recurso.

O Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) realizou dois estudos, um econômico e outro qualitativo e quantitativo, sobre o projeto Xingu Solar do Instituto Socioambiental (ISA). Até agora, por meio do projeto foram instalados 70 sistemas fotovoltaicos em 65 comunidades aldeias do Território Indígena do Xingu (TIX), com potência total de 33.260 kWp. Segundo a avaliação, a combinação da produção de energia elétrica de geradores a derivados de petróleo com painéis fotovoltaicos geraria a economia de mais de R$ 30 mil por mês em subsídios federais. Além disso, a pesquisa mostrou que as comunidades locais preferem energias renováveis devido à segurança energética (por não depender de combustíveis) e aos benefícios ambientais. Já as vantagens do sistema fotovoltaico frente ao diesel citadas foram a inexistência de ruído, maior facilidade de manutenção por não possuir partes móveis como os geradores a diesel – que estão sucateados – e o fato de ser desnecessário o abastecimento com combustível. Neste caso, quando acaba o combustível, a região fica dependente da entrega do mesmo para ter energia elétrica. Por exemplo, 53% dos indígenas com fontes de energia solar sentiram-se mais seguros no atendimento médico de urgência contra 24% sem energia solar. Também 43% das aldeias com energia solar tiveram escolas que disponibilizam ensino noturno contra 25% das demais.