O estudo “Políticas públicas e experiências de acesso à energia: da agenda internacional às soluções comunitárias na Pan-Amazônia” analisa os desafios da universalização do acesso à energia elétrica em territórios dos nove países que têm o bioma Amazônia – Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Venezuela e Guiana Francesa –, especialmente em comunidades tradicionais como indígenas, quilombolas, ribeirinhas e extrativistas. A publicação mostra que, apesar dos avanços nas taxas de eletrificação na América Latina, cerca de cinco milhões de pessoas ainda vivem sem acesso à energia elétrica na região.
O relatório reúne análise de políticas públicas, revisão da literatura científica e avaliação de projetos-piloto de energia renovável, destacando os impactos positivos de soluções descentralizadas, como sistemas solares e microrredes na melhoria do acesso a serviços essenciais, na redução do uso de diesel e no fortalecimento de atividades produtivas locais. Como recomendações, o documento defende o fortalecimento de políticas públicas permanentes, financiamento estável, participação comunitária e a promoção de uma transição energética justa, alinhada à inclusão social, à valorização dos territórios amazônicos e ao desenvolvimento sustentável.