Apesar de ter uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, com 88% de fontes renováveis, o Brasil ainda convive com o acesso limitado ou precário à energia elétrica em muitas comunidades indígenas, ribeirinhas e extrativistas da Amazônia. Segundo o novo artigo “Conexões e desconexões nos arranjos institucionais para a transição energética: Comunidades energéticas e o programa Luz para Todos na Amazônia brasileira”, a universalização do serviço em áreas remotas continua sendo um dos principais desafios para a transição energética no país. Ele foi publicado no periódico “Planejamento e Políticas Públicas” do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea, em 24 de julho por autores do IEMA e da Fundação Getulio Vargas (FGV). Para enfrentar essa lacuna, o Programa Luz para Todos (LpT) prevê atender mais de 226 mil unidades consumidoras na Amazônia Legal até 2028, com sistemas baseados exclusivamente em fontes renováveis, como a energia solar. Os autores ressaltam, porém, que, para garantir benefícios duradouros, as políticas públicas precisam considerar as especificidades sociais, culturais e territoriais de cada comunidade, em vez de adotar soluções padronizadas. “Nas regiões remotas da Amazônia, a energia elétrica não deve ser entendida apenas como infraestrutura. Comunidades energéticas demonstram que, quando o acesso à eletricidade é combinado com participação social, governança local e atividades produtivas, a eletrificação se transforma em um vetor de desenvolvimento territorial”, explica Vinícius Silva, pesquisador do IEMA e um dos autores do estudo.
Conexões e desconexões nos arranjos institucionais para a transição energética
Comunidades energéticas e o programa Luz para Todos na Amazônia brasileira
Publicado em julho de 2026
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