Convocação ruim

Em vez de investir em baterias para estocar energia, Brasil promoveu leilão para comprar energia termelétrica da iniciativa privada

*Este artigo foi publicado originalmente no Central da COP, do Observatório do Clima, em julho de 2026. Leia na íntegra aqui.

O Brasil conta com um elenco invejável na geração de energia elétrica limpa. A rápida expansão das fontes eólica e solar faz com que elas já representem 38% da capacidade instalada do país, consolidando, junto com os 47% das usinas hidrelétricas, uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo. Mas o time ainda sofre com um problema tático: sobra energia renovável em alguns momentos da partida e falta potência justamente nos horários de maior demanda. Sem sistemas de armazenamento e outras soluções de flexibilidade, uma parte dessa energia acaba ficando no banco, ou melhor, desperdiçada devido ao curtailment (redução ou o corte forçado na geração de energia elétrica). Em 2025, esse desperdício chegou a 20,6%, mostrando que o desafio está em saber empregar a energia limpa no momento certo.

Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA)
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